Segunda-feira, Julho 04, 2005
FÉRIAS!!!
Venham elas, é o que tenho a dizer. Tive umas duas últimas semanas de trabalhos e exames que valeram pelo semestre todo. Consequêcia disto, numa das semanas, em 120 horas dormi cerca de 14. Espero que chegue o tempo de recarregar baterias, de rejuvenescer, de me divertir, de me bronzear, de dar uns mergulhos, de estar com os amigos, de passar as más fases e transformá-las em óptimas, de apanhar umas bebedeiras, de dar uns passeios, de conhecer isto e aquilo, de ganhar recordações que me façam aguentar o próximo ano depois das férias com um sorriso no rosto e no espírito.
Como quero que estas férias me deixem de cara nova, também o meu espaço de escrita vai mudar de aparência a partir destas férias. É o último post que escreverei aqui, no entanto, deixo este blog ainda activo para quem quiser recordar coisas que tenha escrito. Eu sei que vou recordar, até gosto de ler rascunhos passados.
Mas não se assustem amigos, o aspecto é diferente mas a merda é a mesma, senão ainda mais intensa. Vou continuar fiel ao meu estilo, se é que tenho algum. Vou continuar a escrever coisas que niguém lê, sobre assuntos pelos quais ninguém se interessa.
Por isso amigos, pirocómanos, visitem-me a partir de hoje no endereço:
www.acabecinhapensadora.blogspot.com
Boas férias a todos, com muita cabecinha, principalmente a de baixo.
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Venham elas, é o que tenho a dizer. Tive umas duas últimas semanas de trabalhos e exames que valeram pelo semestre todo. Consequêcia disto, numa das semanas, em 120 horas dormi cerca de 14. Espero que chegue o tempo de recarregar baterias, de rejuvenescer, de me divertir, de me bronzear, de dar uns mergulhos, de estar com os amigos, de passar as más fases e transformá-las em óptimas, de apanhar umas bebedeiras, de dar uns passeios, de conhecer isto e aquilo, de ganhar recordações que me façam aguentar o próximo ano depois das férias com um sorriso no rosto e no espírito.
Como quero que estas férias me deixem de cara nova, também o meu espaço de escrita vai mudar de aparência a partir destas férias. É o último post que escreverei aqui, no entanto, deixo este blog ainda activo para quem quiser recordar coisas que tenha escrito. Eu sei que vou recordar, até gosto de ler rascunhos passados.
Mas não se assustem amigos, o aspecto é diferente mas a merda é a mesma, senão ainda mais intensa. Vou continuar fiel ao meu estilo, se é que tenho algum. Vou continuar a escrever coisas que niguém lê, sobre assuntos pelos quais ninguém se interessa.
Por isso amigos, pirocómanos, visitem-me a partir de hoje no endereço:
www.acabecinhapensadora.blogspot.com
Boas férias a todos, com muita cabecinha, principalmente a de baixo.
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Terça-feira, Junho 21, 2005
AVISEM-ME QUANDO PUDER SAIR!!!
Bem, aventuro-me hoje em campos por mim nunca dantes explorados. Proponho-me escrever sobre um assunto sério. A roçar a política, mas basicamente o que me interessa é discutir o estado deste país à beira-mar plantado.
Não sei quantos meses lá vão de novo Governo. A verdade é que não me identifico com a força partidária que nos governa. Não contribuí para a maioria porque achei completamente ridícula a fase de campanha eleitoral a que assistimos este ano. Já vi campanhas eleitorais a nível universitário, para as ditas fúteis associações de estudantes, bem melhores e mais interessantes do que esta de gente graúda e de educação superior. Mas não é sobre as eleições que pretendo falar. O que gostaria de dizer tem mais a ver com a ausência de medidas positivas implementadas por este Governo desde o início do mandato. É aumento dos combustíveis como nunca se viu, é aumento do iva para valores que não se encontram em país nenhum da Europa, é alterações à lei da contabilização do tempo de reforma que põe em causa, em muitos e muitos casos, vidas inteiras de trabalho e mais importante ainda, o futuro dessas mesmas pessoas enquanto reformadas. No fundo, não me lembro de uma de jeito.
Entretanto, assola-nos uma onda de assaltos, noticiados em horário nobre, de que não tenho semelhante memória. Ele é arrastões em que as autoridades nos atiram areia para os olhos, querendo-nos fazer acreditar que foi pura coincidência reunirem-se centenas de jovens na mesma praia, à mesma hora, com o mesmo objectivo; ele é assaltos em comboios com agressões à mistura; ele é assaltos à filme em que se atravessam paredes na calada da noite para se limparem por completo joalharias sem deixar rasto. Eu próprio fui vítima de um assalto na semana passada, mas sem confronto directo, onde acabei por ficar sem um telemóvel de 300 e tal euros. Apetece-me dizer: "Avisem-me quando puder sair à rua!!!"
O que é que se apresenta como medida do Governo para tentar resolver isto?? Colocar polícia de intervenção na praia de Carcavelos???? Durante quanto tempo??? E as outras praias???? E nos comboios??? Circuitos de vigilância????? Tretas!!! Nem todos os comboios têm e para além disso, os que têm não o têm em todas as carruagens. Caralho!!! É o que me apetece dizer. Depois de casa roubada, trancas à porta, mas entretanto, quem é que devolve às pessoas os bens que lhes foram tirados? Quem é que devolve às pessoas o sentimento de segurança e confiança? Quem é que retira aos feridos as marcas físicas, para não falar das psicológicas, provocadas pelos criminosos???
Expliquem-me só uma coisa! Porque é que se revoltam contra um grupo fundamentalista como os skin heads que resolvem fazer uma marcha de protesto contra a situação insustentável que se começa a viver em Portugal??? Não defendo o uso da violência, mas quem é que inibe os outros de usarem violência cotra nós, para nos levarem uns trocos??? Eu fui plenamente a favor da marcha dos skin heads e não, não sou racista. Quem segue este blog sabe que a viagem que mais me marcou pela positiva foi a minha viagem a Angola. Não me importava de lá viver, só para terem uma ideia. Não sou contra os pretos, apesar de se apresentar como uma constante a cor dos protagonistas destes delitos. Sou contra, SIM, a merda de política de emigração que rege este País. Será que é assim tão difícil de perceber que sermos um país acolhedor de centenas, senão mesmo de milhares, de pessoas oriundas de outros países é mau para nós. Nós nem para os portugueses temos, quanto mais para os cabo-verdianos, angolanos, ucranianos, romenos, indianos, russos, guineenses que para cá vêem. Acolher pessoas que venham para Portugal sem garantias de que irão contribuir de alguma forma para se sustentarem a elas mesmas é uma má política. Só serve para nos enterrar ainda mais fundo. A quantidade de dinheiro que o Estado dá em subsídios desta e da outra espécie, rendimentos mínimos garantidos, com certeza, não sendo desperdiçado, poderia ajudar a evitar o aumento de impostos como o iva e de produtos como os combustíveis. E não é só isto. Ora pensem todos comigo. Com o nível de vida que temos, em que os custos são muito maiores que as receitas, nem mesmo um rendimento mínimo garantido numa família de emigrantes serve para matar a fome e dar de vestir e de calçar. Consequência, há que arranjar dinheiro de uma ou de outra forma. Espanto dos espantos, aumento da criminalidade. Emigrantes em Portugal, só com contratos de trabalho, caso contrário, fiquem onde estão, porque vão-me desculpar, nisto sou racista: primeiro eu e os meus, depois os outros; primeiro o meu futuro e a minha estabilidade, depois a dos outros. Há que ter tomates e tomar a decisão, custe o que custar. Somos um país comunitário. E então? Apresentem os números da realidade portuguesa e também a Comunidade Europeia apoiará uma medida drástica deste género. Só tínhamos a ganhar com isso.
Peço desculpa se de alguma forma fui confuso. Na minha cabeça tudo queria ser dito ao mesmo tempo e acho que ainda ficaram coisas por dizer. Tenho pensado muito sobre isto ultimamente, talvez mais do que sobre qualquer outra questão política de que me lembre.
Sei que não dará em nada, mas ao menos deitei cá para fora o que me ía cá dentro. Tentarei continuar a fazer a minha parte, através do meu voto e da minha indignação. Façam o mesmo.
Abraços!!!
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Domingo, Junho 19, 2005
Resolvi pôr aqui no meu espaço de escrita o meu link para essa rede interminável de novas amizades, porque uma vez que já visitaram a minha página mais de 3000 pessoas, era bom que começasse a conhecer as caras de algumas delas.
Carreguem neste link até à exaustão:
http://www.hi5.com/i?l=7YIACHP
Não se acanhem de mandar uma mensagenzinha ou o que bem vos apetecer. Até me podem mandar à merda. Afinal, vivemos numa democracia.
Venham daí.
Abraços.
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Carreguem neste link até à exaustão:
http://www.hi5.com/i?l=7YIACHP
Não se acanhem de mandar uma mensagenzinha ou o que bem vos apetecer. Até me podem mandar à merda. Afinal, vivemos numa democracia.
Venham daí.
Abraços.
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Quinta-feira, Maio 26, 2005
Segunda-feira, Maio 23, 2005
O SPORT LISBOA E BENFICA É CAMPEÃO NACIONAL DE FUTEBOL 11 ANOS DEPOIS!!!!!!
Ansiava escrever este título há uns tempos atrás, como disse num anterior post e finalmente posso mesmo escrevê-lo e dizê-lo e pensá-lo e gritá-lo e comemorá-lo!!!!!
11 anos depois somos novamente campeões, CAMPEÕES!!!!! É indescritível a sensação. Já quase não me lembrava, pois em 93/94, apesar de já ser vivo e ter ido ao último jogo no velhinho Estádio da Luz, jogo a que assisti de pé, dada a gigantesca enchente que se verificou nesse dia. Dia da consagração. Nesse último jogo já sabíamos que o título morava no ninho da águia, mas este ano não. Apesar de as condicionantes que teriam de se reunir para que o Benfica não fosse campeão fossem muitas, era possível não fazermos a festa. Mas fomos a águia que todos queriamos ser, a águia que foi á casa da pantera, estando o Dragão a dormir, levantar o título de campeão aos céus, nas asas majestosas da ave de rapina, o único local onde o título merecia estar este ano.
Sim, porque não há campeões morais, não há títulos para equipas que "jogam o melhor futebol da superliga, mas não conseguem os pontos" e não há títulos para aqueles que pensam que falar em "coincidências" motiva um grupo de jogadores para ganhar jogos e para não perder 24 pontos dentro de portas. O título é para quem tem mais pontos, sendo que os pontos reflectem a regularidade de uma equipa, sendo que quem é mais regular é necessariamente melhor, O BENFICA É A MELHOR EQUIPA DESTA SUPERLIGA, O BENFICA É A EQUIPA COM MAIS PONTOS DA SUPERLIGA, O BENFICA É CAMPEÃO!!!!!!
É altura de festa, é altura de reconhecimento, é altura de atribuir o valor a quem o tem e admitir que apesar de nem sempre ser consensual, este título é obra de um senhor, com 63 anos, com 31 anos de futebol profissional, com 21 títulos no currículo. Giovanni Trapattoni é o grande responsável pela nossa festa. Só a experiência por ele ganha ao longo dos anos lhe permitia gerir um plantel manifestamente curto, que colmatava alguma falta de habilidade com muita e muita vontade e garra. Parabéns a Trap, parabéns aos jogadores sem os quais também não seria possível, parabéns aos dirigentes e a todos os departamentos do futebol profissional e por último, parabéns a toda uma massa associativa, na qual me incluo, que foi fantástica ao longo de toda uma temporada, principalmente no seu final, onde mais ou menos intensamente foram sempre acreditando que seria possível.
Somos grandes, somos muito grandes e a festa de ontem demonstra-o. Por todo o país, por todo o Mundo, milhões, sim, porque somos mesmo milhões, festejaram o tão merecido e almejado título que nos ía fugindo há 10 épocas. Tal como muitos disseram, esperemos que seja a primeira de muitas festas consecutivas, sendo que a segunda aconteça já no próximo Domingo.
Uma muito breve referência à incompreensível falta de desportivismo dos adeptos dos primeiros dos últimos. E é mesmo pequena pois não merecem mais. Só revelaram o que eu já sabia, a pequenez da sua integridade desportiva e a enormidade da sua tacanhez mental. Mas chega de falar de coisas que nem de perto poderiam manchar a onda de festa tingida de vermelho que assolou o país.
"Habemus Campione", dizia a faixa!!!
BENFICA SEMPRE!!!, digo eu!!!
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Quinta-feira, Maio 05, 2005
PARABÉNS SPORTING!!!
Já que têm a oportuidade, tragam a Taça para Portugal e que o mal seja distribuído pelas aldeias.
UEFA para o Sporting, Superliga e Taça de Portugal para o Benfica.
Parabéns Sporting, não digo que teha sido merecido, mas já que a final é em Portugal, era justo que estivesse presente uma equipa portuguesa.
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Já que têm a oportuidade, tragam a Taça para Portugal e que o mal seja distribuído pelas aldeias.
UEFA para o Sporting, Superliga e Taça de Portugal para o Benfica.
Parabéns Sporting, não digo que teha sido merecido, mas já que a final é em Portugal, era justo que estivesse presente uma equipa portuguesa.
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Quinta-feira, Abril 28, 2005
TUSAMI???
Analogamente à palavra que parece dar origem a este neologismo (tsunami), resta-me concluir que tusami será algo como uma tesão devastadora...
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Analogamente à palavra que parece dar origem a este neologismo (tsunami), resta-me concluir que tusami será algo como uma tesão devastadora...
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Quarta-feira, Abril 27, 2005
FICA A QUESTÃO!!!
Será que é por coincidência ou haverá uma outra razão invisível, pelos menos aos meus olhos, para que todos os genéricos de telenovelas portuguesas que passam na TVI em horário nobre tenham uma gaja nua de mamas pequenas a "bambolear-se" ao som de Toy ou João Pedro Pais?
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Domingo, Abril 17, 2005
TWINKLE TWINKLE LITTLE STAR!!!
Onde anda a tão proclamada estrelinha de campeão?
Era isto que diziam há umas jornadas atrás do meu grandioso Benfica! A estrelinha de campeão acompanha o Benfica. Ainda na vitória sobre o Marítimo por 4-3 quase no último minuto de jogo, todos os comentadores desportivos de todos os programas para o mesmo efeito diziam que o Benfica era o principal candidato ao título porque para além de estarem a jogar bem melhor do que há uns tempos atrás, tinham ainda a chamada "estrelinha de campeão", que quando tudo o resto falhava, quase que marcava golos decisivos que davam os três pontos e a liderança do campeonato.
Pois bem, agora pergunto eu, onde anda essa estrelinha. Estou a escrever depois do segundo de dois jogos onde o Benfica perdeu 5 pontos, ou seja, quando teoricamente, depois do jogo de Sportig e Braga, a distância para os segundos classificados pode ficar reduzida à diferença mínima de um ponto. O comum dos adeptos de futebol diria: é normal, o Benfica não ganha porque não marca golos, porque podia fazer um bocadinho mais para vencer. Mas eu digo: se a tal estrelinha existe, andou muito apagada nestes dois jogos. Acabamos os dois jogos a pressionar sufocantemente o adversário, jogamos futebol como eu nunca vi durante esta Superliga o Benfica jogar. Rematamos à baliza e a bola não entra ou porque alguma misteriosa força a afasta do alvo ou porque encontramos verdadeiras muralhas, não sei se de sorte se de talento, como o guarda-redes do União de Leiria. Mais não se pode exigir. Jogamos com três pontas de lança, como os adeptos tanto pediam no início da época e nem assim a distância para os adversários se manteve ou aumentou. Depois de findado o jogo de ontem, fiquei com um tal sentimento de revolta, mas outro remédio não me restou senão reprimi-lo. Porquê? Porque não tinha ninguém sobre quem descarregar a minha revolta. Não tinha um treinador, um árbitro, ou até mesmo um jogador mais desinspirado onde o desejo de ser campeão não se manifeste tão intensamente como nos 6 milhões espalhados por esse mundo fora. Ninguém tem culpa deste marcar de passo do SLB. A menos que acreditemos na estrelinha, ninguém poderá ser culpado senão ela por ter deixado de brilhar. Se alguém tinha dúvidas, que as dissipe agora, o Benfica não tem estrelinha nenhuma a acompanhá-lo. Não hão-de ser estrelinhas a desprestigiar o esforço e a entrega deste plantel e desta equipa técnica se eventualmente no dia 20 de Maio o título regressar à Catedral, 11 anos depois. Se formos campeões é porque o merecemos, porque pomos os problemas e os contratempos atrás das costas e vamos à luta, sempre com espírito renovado, jornada após jornada. Porque os adeptos já o merecem, porque os jogadores já o merecem.
Não direi aqui, como ouvi dizer a muitos adeptos, que já somos campeões, que finalmente este ano é que é. Prefiro dizer que espero que sejamos campeões. Prefiro dizer que neste momento o meu maior desejo é a seguir ao derradeiro jogo do Bessa, poder ir para o Marquês de Pombal, pintar a baixa lisboeta de vermelho para depois regressar a casa a este espaço de escrita e escrever: O SPORT LISBOA E BENFICA É CAMPEÃO NACIONAL DE FUTEBOL 11 ANOS DEPOIS!!!!!!
Esperemos que assim seja!
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Onde anda a tão proclamada estrelinha de campeão?
Era isto que diziam há umas jornadas atrás do meu grandioso Benfica! A estrelinha de campeão acompanha o Benfica. Ainda na vitória sobre o Marítimo por 4-3 quase no último minuto de jogo, todos os comentadores desportivos de todos os programas para o mesmo efeito diziam que o Benfica era o principal candidato ao título porque para além de estarem a jogar bem melhor do que há uns tempos atrás, tinham ainda a chamada "estrelinha de campeão", que quando tudo o resto falhava, quase que marcava golos decisivos que davam os três pontos e a liderança do campeonato.
Pois bem, agora pergunto eu, onde anda essa estrelinha. Estou a escrever depois do segundo de dois jogos onde o Benfica perdeu 5 pontos, ou seja, quando teoricamente, depois do jogo de Sportig e Braga, a distância para os segundos classificados pode ficar reduzida à diferença mínima de um ponto. O comum dos adeptos de futebol diria: é normal, o Benfica não ganha porque não marca golos, porque podia fazer um bocadinho mais para vencer. Mas eu digo: se a tal estrelinha existe, andou muito apagada nestes dois jogos. Acabamos os dois jogos a pressionar sufocantemente o adversário, jogamos futebol como eu nunca vi durante esta Superliga o Benfica jogar. Rematamos à baliza e a bola não entra ou porque alguma misteriosa força a afasta do alvo ou porque encontramos verdadeiras muralhas, não sei se de sorte se de talento, como o guarda-redes do União de Leiria. Mais não se pode exigir. Jogamos com três pontas de lança, como os adeptos tanto pediam no início da época e nem assim a distância para os adversários se manteve ou aumentou. Depois de findado o jogo de ontem, fiquei com um tal sentimento de revolta, mas outro remédio não me restou senão reprimi-lo. Porquê? Porque não tinha ninguém sobre quem descarregar a minha revolta. Não tinha um treinador, um árbitro, ou até mesmo um jogador mais desinspirado onde o desejo de ser campeão não se manifeste tão intensamente como nos 6 milhões espalhados por esse mundo fora. Ninguém tem culpa deste marcar de passo do SLB. A menos que acreditemos na estrelinha, ninguém poderá ser culpado senão ela por ter deixado de brilhar. Se alguém tinha dúvidas, que as dissipe agora, o Benfica não tem estrelinha nenhuma a acompanhá-lo. Não hão-de ser estrelinhas a desprestigiar o esforço e a entrega deste plantel e desta equipa técnica se eventualmente no dia 20 de Maio o título regressar à Catedral, 11 anos depois. Se formos campeões é porque o merecemos, porque pomos os problemas e os contratempos atrás das costas e vamos à luta, sempre com espírito renovado, jornada após jornada. Porque os adeptos já o merecem, porque os jogadores já o merecem.
Não direi aqui, como ouvi dizer a muitos adeptos, que já somos campeões, que finalmente este ano é que é. Prefiro dizer que espero que sejamos campeões. Prefiro dizer que neste momento o meu maior desejo é a seguir ao derradeiro jogo do Bessa, poder ir para o Marquês de Pombal, pintar a baixa lisboeta de vermelho para depois regressar a casa a este espaço de escrita e escrever: O SPORT LISBOA E BENFICA É CAMPEÃO NACIONAL DE FUTEBOL 11 ANOS DEPOIS!!!!!!
Esperemos que assim seja!
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Sexta-feira, Abril 01, 2005
COMPILAÇÃO!!!
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Neste momento, não consigo abordar apenas um assunto, como costumo fazer em todos os meus posts. Algo que me perturbe, algo que me suscite opinião, far-me-ía em circunstâncias normais escrever sobre esse mesmo e único tópico. Hoje não, após tanto tempo sem escrever nada, sem ter vontade de o fazer e ao mesmo tempo sem assunto, acho que devo voltar a exteriorizar por palavras alguma coisa, ou melhor, algumas...
A minha vida mudou desde a última vez que escrevi. Agora sou trabalhador, as circunstâncias assim o ditaram, mas não me importo. Talvez esta fase da minha vida me incuta mais alguma responsabilidade. Afinal agora tenho de me levantar às sete da manhã, não é fácil. Há que ter alguma disciplina. Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer, pelo menos para os lados. Mas esse é outro assunto de que já ando a tentar tratar.
Apesar de ter esta limitação de horários, entenda-se que a limitação é imposta somente por mim, como tal, pode ser quebrada sempre que me apetecer, tendo no entanto a consciência de que dormindo pouco, o dia a seguir é sempre um bocadinho mais difícil de ultrapassar, mas um dia não são dias e há que ir vivendo um dia após o outro. Tendo isto em mente, sinto-me agora mais livre, e talvez este não seja o termo correcto, porque não se trata mesmo de liberdade, o conceito de que todos nós aprendemos a definição nas aulinhas de Filosofia do 11º ano, mas sim, talvez menos constrangido. Sinto-me bem assim, afinal, nunca me tinha sentido assim desde há muito tempo para cá, por opção minha, é claro, mas a verdade é que era o que se passava.
Estou em tempo de férias de Páscoa e não fiz um cú. Dormir não dormi muito, mas não fiz mesmo nada. Descansei bastante. Aprendi também isso nestas férias. Não é preciso dormir até à uma da tarde ou mais para conseguir ter umas férias revigorantes. Uma saída aqui e ali, um cinema aqui e ali, temos que nos divertir, mas dormir o suficiente e a horas mais aconselháveis, acho que foi o que mais me ajudou a descansar.
Tenho que referir que no dia em que escrevo este post, o máximo representante da igreja está no seu leito de morte, a consumir os últimos restícios de vida que lhe restam no já debilitado corpo. Devo confessar que já fui mais praticante e crente do que sou agora, afastei-me um pouco da Igreja, mas admiro bastante este Papa. Foi controverso à sua maneira, dentro dos rígidos limites da doutrina católica, mas soube ser irreverente. Pediu desculpas pelos erros que mancham o passado da Igreja Católica, juntou-se a líderes de outros movimentos religiosos aceitando-os como irmãos e aceitando as suas crenças, anunciou a palavra do Senhor pelos quatro cantos do Mundo, levando sempre multidões atrás dele, mesmo em países que não seriam maioritariamente católicos. Sofreu bastante ao longo do seu pontificado. Sofreu vários atentados, foi já mais tarde atormentado pela demência que caracteriza o Parkison e ultimamente as dificuldades respiratórias obrigaram-no a respirar com auxílio de um tubo inserido na traqueia. No entanto, nunca se coibiu de aparecer, mesmo sem poder falar e visivelmente revoltado consigo mesmo a respeito dessa impossibilidade. Sei que nunca se deve sentir pena de uma pessoa, muito menos de uma pessoa como este Papa. Ele merece o nosso respeito e a nossa mais profunda admiração. Durante os meus vinte e um anos de vida foi o único Papa que conheci, que me habituei a ver e sobre o qual me habituei a ouvirem falar. É sem dúvida marcante a sua presença na Terra e será claramente muito difícil para o sucessor de João Paulo II conseguir fazer melhor o que ele fez durante 26 anos.
Alonguei-me um pouco a falar sobre o sumo pontífice, mas íam-me surgindo as ideias e resolvi escrever. O que queria mesmo dizer diz respeito à velocidade com que parece quererem que o Papa morra. As centenas de agências de informação todas a lutarem umas contra as outras para que possam ser as primeiras a dizerem: João Paulo II morreu. Claro está em letras bem garrafais, interrompendo qualquer programa que esteja a decorrer em horário normal. A vontade de anunciar a notícia é tão grande que não importa dizê-lo mesmo sem ter acontecido aida. Foi o que fez a CNN, a conceituada agência informativa anunciou perto da hora de jantar que Carol Voytila terria morrido. Como é possível isto? Supostamente quem está perto do Papa neste momento saberá primeiro se o Papa morrer. Aliás, a própria declaração da sua morte segur regras específicas impostas ao longos dos séculos, em jeito de tradição. Se isso ainda não aconteceu nos aposentos do Papa, como é que pode ter acontecido nos microfones dos jornalistas?
Sei que ninguém de direito irá ler isto, mas penso ser "repugnante", a maneira como estão a lidar jornalisticamente com este acontecimento. Para os católicos é um momento de profunda reflexão, de oração, há que ter isso em conta, em vez de transformar a notícia em puro folclore.
Chega de escritas. Não sei se escreverei brevemente ou se irei demorar outro tanto tempo, como desta vez.
Resta-me só dizer que tenho muitas saudades tuas, ó tu que tás aí nas Itálias. Lembro-me de ti todos os dias e tou à espera das respostas aos meus mails, acho que já lá vão três sem resposta.
Um beijão muito grande.
Para finalizar, abraços e beijos a todos. Amo-te muito.
Até à próxima!
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Quarta-feira, Fevereiro 09, 2005
Pessoal amigo, fiéis leitores, não deseperem. Sei que não escrevo há algum tempo mas infelizmente esse período vai prolongar-se. Fiquei temporariamente sem computador e consequentemente sem internet. Aos que porventura se regozijavam já com o aparente encerramento deste espaço de escrita e desabafo, onde são discutidas e questionadas questões incontornáveis de elevada importância, desenganem-se. Estou só por uns tempos offline, mas voltarei, melhor que nunca. AH AH AH AH AH!!!
Até breve.
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Até breve.
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Quarta-feira, Janeiro 12, 2005
JUST BELIEVE!!!
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Não me lembro de ter visto ultimamente filme tão bom como o que vi ontem!!! Finding Neverland. Escolho o título em inglês porque sem dúvida a palavra finding traduz muito melhor a lição de vida que o filme nos dá a todos do que a tradução para português, à procura. Finding dá um sentimento de continuidade, algo que temos de fazer costantemente, para o resto das nossas vidas. é isso mesmo que vnos ensina este filme, a procurarmos cada dia, cada hora, a nossa Terra do Nunca. Aquele sítio onde tudo o que queremos que aconteça, acontece, bastando apenas que acreditemos com muita, muita força. A nossa Terra do Nunca, tal como diz a história do Peter Pan, é um sítio onde não há tempo, onde não envelhecemos, representado pela eterna juventude e inocência das crianças. É assim que todos nós devemos ser, ou pelo menos tentar ser. Devemos ter sempre a criança irreverente, com uma imaginação que não tem fim, a criança feliz dentro de nós. Estou para aqui a dizer clichés, mas este filme fez-me pensar em coisas que sinto e sei que não consigo traduzir em palavras. Apesar de ter chorado, sinto que o fiz de felicidade, pois foi isso que para mim transpareceu do filme. É uma história de uma felicidade de tal maneira grande que é quase difícil de aguentar, e então chora-se. Tal como já disse, para mim este filme é uma lição de vida, ou melhor, um ensinamento de como devemos tentar viver a nossa vida. Provavelmente terá significados diferentes para cada uma das pessoas que o virem, para mim teve o significado que teve, que não consigo expressar fielmente. Aconselho vivamente a verem e aprenderem.
"Children should never be sent to bed...they always wake up a day older!"
Não vamos dormir nunca, se isso nos tornar exageradamente adultos, responsáveis, tristes, melancólicos, cépticos, vazios, principalmente de ideias e imaginação. Todos temos a nossa Terra do Nunca onde podemos ser felizes, basta que acreditemos que ela existe e que a tentemos encontrar...SEMPRE!
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Sábado, Janeiro 01, 2005
VENHA ELE!!!
BLÁ, BLÁ, BLÁ. FELIZ ANO NOVO E TAL...!! MUITA PAZ. ALEGRIA, AMOR, SAÚDE, BLÁ, BLÁ, BLÁ!!!!
Finalmente, vai mudar o ano, também a vida, pelo menos a minha. Espero que para melhor e que não sinta falta de nada do que tive em 2004. Será bom sinal, de que estou ocupado demais com coisas interessantes para pensar no passado. Feliz 2005 para todos. Não vale a pena dizer mais.
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Quarta-feira, Dezembro 29, 2004
DANÇA DESPORTIVA DE COMPETIÇÃO
Este post é muito restrito, eu sei. Nem todos os meus leitores estão por dentro da modalidade que dá pelo nome de Dança Desportiva de Competição, mas não interessa isso agora. Tenho que escrever, e este parece-me ser o melhor sítio para o fazer.
É talvez novidade para muitos dos que me lêem que eu pratico esta modalidade. Nunca o referi nos anteriores posts que escrevi, o que aos olhos de muitos pode significar que não é algo assim tão importante como isso porque caso contrário já haveria menções várias, tendo em conta o já extenso número de posts que preenchem este espaço. Enganam-se meus amigos, porque uma coisa que nos ocupa cerca de dez anos das nossas vidas tem de ser importante.
É já do outro lado da barricada, ou seja, é já como ex-dançarino, que vos escrevo este post. Será também novidade para muitos dos que lerem este post. É verdade, a dança para mim acabou. E é sobre isso que quero escrever. As impressões do que passou, as impressões do que se passa neste momento, o caminho que antevejo para a modalidade no nosso país.
Já dizem os ditados populares, "Quem feio ama, bonito lhe parece." e "Quem corre por gosto não cansa."; pois é mais ou menos esse o sentimento de centenas de praticantes da modalidade no nosso país. Bem, se calhar não são assim tantos, porque para alguns, felizmente digo eu, a dança é só um passatempo. Nunca pela cabeça desses dançarinos passou, como pela minha, fazer vida da modalidade, dar aulas e competir até as pernas deixarem, representar Portugal ao mais alto nível no estrangeiro e ainda, o objectivo máximo de qualquer um que ame isto como eu amo, ser o melhor do Mundo. Pois é, sonhar ainda não tem preço e qualquer um pode ser megalómano nos seus sonhos. Mas há que ter essa consciência. Não passam de sonhos, pelo menos no nosso cantinho à beira-mar plantado. Como referi no início do parágrafo, o espírito que alimenta os vários dançarinos espalhados por este país é traduzido perfeitamente por esses dois provérbios. Há que fechar os olhos a muito do que se passa para conseguir subsistir neste meio da dança desportiva sem desmoralizar. As injustiças são de tal maneira grandes, os interesses falam de tal modo tão mais alto que tudo o resto, o dinheiro prevalece sobre o valor pessoal, as amizades por conveniência prevalecem sobre a imparcialidade. Chega no entanto a altura em que abrimos os olhos, em que ponderamos, em que pomos num dos pratos da balança tudo isto que referi e no outro prato da balança algo como dignidade, valores pessoais, amor próprio. No meu caso ganhou o segundo prato e o resultado é este. Escrevo-vos agora este texto. É no entanto com mágoa que o faço, pois nem só de coisas más se faz este desporto. Há amigos que se fazem, há experiências que se partilham e que não se esquecem, há conhecimentos que nos enriquecem para toda uma vida e que nos fazem crescer e amadurecer. Ao mesmo tempo dói e conforta, Dói pelos motivos que já expliquei, mas conforta porque sei que de um modo ou de outro estes dez anos vão estar e ecoar por muitos mais anos da minha vida. Prefiro sair assim. Sair enquanto sinto saudades e tristeza por o fazer em vez de alívio. Quero dar por mim em casa a pensar: "que saudades eu tenho de dançar"; em vez de: "que alívio eu sinto de tudo ter acabado". Quero sair enquanto gosto, enquanto me encanta.
Como todos vocês sabem, dez anos é muito tempo. Muita coisa nos passa pela cabeça em dez anos. Pensei muito sobre o futuro, e ainda mais desde que analisava a hipótese de abandonar. Que futuro espera esta modalidade? Sinceramente, não sei. A meu ver não é bom, nem longo. Espero estar enganado. Actualmente, se por ventura deixasse de existir uma escola, que representei, de nome Sociedade Filarmónica Alunos de Apolo, aliás, eu nem diria tanto, se deixasse de existir um senhor chamado Carlos Alberto Rodrigues, a dança em Portugal acabava. Porquê? Porque esta escola é como um polvo, estende os seus tentáculos até onde mais lhe convém, vai buscar os melhores dançarinos a outras escolas para que estes passem a representar os Alunos de Apolo. Esta escola orgulha-se de ter os melhores dançarinos do todo o país. É verdade. É também a escola que mais investe em termos de formação, participações em competições internacionais. Mas pensem comigo, em Portugal, se a Apolo deixar de existir acaba a dança, mas também acabará se todas as outras escolas deixarem de ter representação através de dançarinos em competições. Ora isto pode acontecer pela razão que já referi acima mas também pela simples razão de os competidores deixarem de ter motivação de competir. Há que seguir o exemplo de quem é melhor que nós. Não é preciso irmos muito longe, a nossa vizinha Espanha que há cerca de 5 anos era muito inferior a nós e agora já nos pode dar anos de avanço até que os consigamos apanhar. Mas já que seguimos alguém, que sejam os melhores. A Sociedade Filarmónica Alunos de Apolo pode realmente continuar o seu investimento que é de louvar, mas porquê privar todos os outros que não pertençam a esta escola da informação. Se há vontade e dinheiro para investir, porque não dar-se a oportunidade a essas pessoas de melhorarem, de evoluirem, mesmo não sendo dos Alunos de Apolo. Este é um pequeno exemplo do que poderia ser feito para que quem realmente quer, tenha. A própria motivação dos dançarinos aumentava, pois o seu índice de confiança era também maior, fundamentado no novo tipo de informação que receberam. Isto já se passa há mais de 50 anos em países como Inglaterra, Alemanha, França, Itália, Rússia. Mas pronto, isto tudo para dar um pequeno exemplo do que está mal no nosso país em termos de Dança Desportiva. A tendência a meu ver é para piorar.
Para concluir, uma vez que este post já vai longo e não quero que se torne também demasiado confuso, quero afirmar uma coisa que despertou na minha cabeça há pouco tempo quando assistia a uma competição internacional transmitida pela televisão. A Dança Desportiva de Competição é mais do que um desporto. É uma filosofia de vida. Uma forma de estar, não só física como psicológica. Tudo o que se faz tem como antecedente a Dança Desportiva e como consequência a Dança Desportiva. É exactamente a esse nível que vejo mais falhas em Portugal. A mentalidade ainda não é esta, aliás, está longe de ser. Não me excluo deste grupo. Também eu não estava preparado mentalmente para viver plenamente a Dança. Nunca atingi sequer a figura física ideal, apesar de ouvir durante vários anos que esse era o meu maior problema e o mau maior handicap. Os que têm a mentalidade necessária, ou têm a felicidade de ter o dinheiro que lhes permita emigrar ou vêem-se degenerar neste país, em que serão sempre à frente do seu tempo. Há que respirar dança, há que sentir dança, há que viver dança.
Espero que para quem ler, este último desabafo sirva de alguma coisa. Que sirva para dar força para continuarem a lutar pelo futuro, para continuarem a lutar para que tudo aquilo que eu penso antever não se concretize. Para os que fervorosamente continuam, o meu abraço e o meu obrigado por não deixarem isto acabar. Para mim acaba aqui, a força e a vontade chegaram ao fim, mas o amor nunca.
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Este post é muito restrito, eu sei. Nem todos os meus leitores estão por dentro da modalidade que dá pelo nome de Dança Desportiva de Competição, mas não interessa isso agora. Tenho que escrever, e este parece-me ser o melhor sítio para o fazer.
É talvez novidade para muitos dos que me lêem que eu pratico esta modalidade. Nunca o referi nos anteriores posts que escrevi, o que aos olhos de muitos pode significar que não é algo assim tão importante como isso porque caso contrário já haveria menções várias, tendo em conta o já extenso número de posts que preenchem este espaço. Enganam-se meus amigos, porque uma coisa que nos ocupa cerca de dez anos das nossas vidas tem de ser importante.
É já do outro lado da barricada, ou seja, é já como ex-dançarino, que vos escrevo este post. Será também novidade para muitos dos que lerem este post. É verdade, a dança para mim acabou. E é sobre isso que quero escrever. As impressões do que passou, as impressões do que se passa neste momento, o caminho que antevejo para a modalidade no nosso país.
Já dizem os ditados populares, "Quem feio ama, bonito lhe parece." e "Quem corre por gosto não cansa."; pois é mais ou menos esse o sentimento de centenas de praticantes da modalidade no nosso país. Bem, se calhar não são assim tantos, porque para alguns, felizmente digo eu, a dança é só um passatempo. Nunca pela cabeça desses dançarinos passou, como pela minha, fazer vida da modalidade, dar aulas e competir até as pernas deixarem, representar Portugal ao mais alto nível no estrangeiro e ainda, o objectivo máximo de qualquer um que ame isto como eu amo, ser o melhor do Mundo. Pois é, sonhar ainda não tem preço e qualquer um pode ser megalómano nos seus sonhos. Mas há que ter essa consciência. Não passam de sonhos, pelo menos no nosso cantinho à beira-mar plantado. Como referi no início do parágrafo, o espírito que alimenta os vários dançarinos espalhados por este país é traduzido perfeitamente por esses dois provérbios. Há que fechar os olhos a muito do que se passa para conseguir subsistir neste meio da dança desportiva sem desmoralizar. As injustiças são de tal maneira grandes, os interesses falam de tal modo tão mais alto que tudo o resto, o dinheiro prevalece sobre o valor pessoal, as amizades por conveniência prevalecem sobre a imparcialidade. Chega no entanto a altura em que abrimos os olhos, em que ponderamos, em que pomos num dos pratos da balança tudo isto que referi e no outro prato da balança algo como dignidade, valores pessoais, amor próprio. No meu caso ganhou o segundo prato e o resultado é este. Escrevo-vos agora este texto. É no entanto com mágoa que o faço, pois nem só de coisas más se faz este desporto. Há amigos que se fazem, há experiências que se partilham e que não se esquecem, há conhecimentos que nos enriquecem para toda uma vida e que nos fazem crescer e amadurecer. Ao mesmo tempo dói e conforta, Dói pelos motivos que já expliquei, mas conforta porque sei que de um modo ou de outro estes dez anos vão estar e ecoar por muitos mais anos da minha vida. Prefiro sair assim. Sair enquanto sinto saudades e tristeza por o fazer em vez de alívio. Quero dar por mim em casa a pensar: "que saudades eu tenho de dançar"; em vez de: "que alívio eu sinto de tudo ter acabado". Quero sair enquanto gosto, enquanto me encanta.
Como todos vocês sabem, dez anos é muito tempo. Muita coisa nos passa pela cabeça em dez anos. Pensei muito sobre o futuro, e ainda mais desde que analisava a hipótese de abandonar. Que futuro espera esta modalidade? Sinceramente, não sei. A meu ver não é bom, nem longo. Espero estar enganado. Actualmente, se por ventura deixasse de existir uma escola, que representei, de nome Sociedade Filarmónica Alunos de Apolo, aliás, eu nem diria tanto, se deixasse de existir um senhor chamado Carlos Alberto Rodrigues, a dança em Portugal acabava. Porquê? Porque esta escola é como um polvo, estende os seus tentáculos até onde mais lhe convém, vai buscar os melhores dançarinos a outras escolas para que estes passem a representar os Alunos de Apolo. Esta escola orgulha-se de ter os melhores dançarinos do todo o país. É verdade. É também a escola que mais investe em termos de formação, participações em competições internacionais. Mas pensem comigo, em Portugal, se a Apolo deixar de existir acaba a dança, mas também acabará se todas as outras escolas deixarem de ter representação através de dançarinos em competições. Ora isto pode acontecer pela razão que já referi acima mas também pela simples razão de os competidores deixarem de ter motivação de competir. Há que seguir o exemplo de quem é melhor que nós. Não é preciso irmos muito longe, a nossa vizinha Espanha que há cerca de 5 anos era muito inferior a nós e agora já nos pode dar anos de avanço até que os consigamos apanhar. Mas já que seguimos alguém, que sejam os melhores. A Sociedade Filarmónica Alunos de Apolo pode realmente continuar o seu investimento que é de louvar, mas porquê privar todos os outros que não pertençam a esta escola da informação. Se há vontade e dinheiro para investir, porque não dar-se a oportunidade a essas pessoas de melhorarem, de evoluirem, mesmo não sendo dos Alunos de Apolo. Este é um pequeno exemplo do que poderia ser feito para que quem realmente quer, tenha. A própria motivação dos dançarinos aumentava, pois o seu índice de confiança era também maior, fundamentado no novo tipo de informação que receberam. Isto já se passa há mais de 50 anos em países como Inglaterra, Alemanha, França, Itália, Rússia. Mas pronto, isto tudo para dar um pequeno exemplo do que está mal no nosso país em termos de Dança Desportiva. A tendência a meu ver é para piorar.
Para concluir, uma vez que este post já vai longo e não quero que se torne também demasiado confuso, quero afirmar uma coisa que despertou na minha cabeça há pouco tempo quando assistia a uma competição internacional transmitida pela televisão. A Dança Desportiva de Competição é mais do que um desporto. É uma filosofia de vida. Uma forma de estar, não só física como psicológica. Tudo o que se faz tem como antecedente a Dança Desportiva e como consequência a Dança Desportiva. É exactamente a esse nível que vejo mais falhas em Portugal. A mentalidade ainda não é esta, aliás, está longe de ser. Não me excluo deste grupo. Também eu não estava preparado mentalmente para viver plenamente a Dança. Nunca atingi sequer a figura física ideal, apesar de ouvir durante vários anos que esse era o meu maior problema e o mau maior handicap. Os que têm a mentalidade necessária, ou têm a felicidade de ter o dinheiro que lhes permita emigrar ou vêem-se degenerar neste país, em que serão sempre à frente do seu tempo. Há que respirar dança, há que sentir dança, há que viver dança.
Espero que para quem ler, este último desabafo sirva de alguma coisa. Que sirva para dar força para continuarem a lutar pelo futuro, para continuarem a lutar para que tudo aquilo que eu penso antever não se concretize. Para os que fervorosamente continuam, o meu abraço e o meu obrigado por não deixarem isto acabar. Para mim acaba aqui, a força e a vontade chegaram ao fim, mas o amor nunca.
Até sempre.
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Sexta-feira, Dezembro 24, 2004
MERRY CHRISTMAS!!!
É o post que já se esperava! Toda a gente blogadora por esse mundo fora deve estar a escrever um post alusivo à mesmíssima coisa que eu.
É já na véspera de Natal que venho dizer alguma coisa sobre esta altura do ano e não dêem muita relevância ao título porque o que vos venho dizer não passa necessariamente por aí.
Como todos nós sabemos, nem toda a gente gosta do Natal, ao contrário de mim, que adoro. Tenho a sorte de me conseguir reunir com a família que me é mais chegada e de passar um Natal divertido a jogar jogos de tabuleiro como o Monopólio, à espera da meia noite para abrir as prendas, tudo muito bem acompanhado primeiramente pela farta ceia e posteriormente pelos gulosos doces dos quais destaco a aletria e o arroz doce. Mas como estava a dizer, nem toda a gente tem esta sorte, pois nem todos se conseguem reunir com a família, e outros nem sequer fazem o esforço porque pura e simplesmente não gostam do Natal. Qualquer pessoa que se englobe em cada um dos grupos que referi é diariamente confrontada nas ruas, quer seja passivamente, quer seja em contacto directo com outras pessoas, com a expressão Feliz Natal. Ora é nesse sentido que escrevo. Porque é que o Natal tem de ser feliz? Já diz a expressão: "Natal, é quando um Homem quiser." Proponho então aqui a reformulação da expressão: Natal, é quando e como um Homem quiser. Para mim há-de ser feliz. Para todos vocês, que seja como vocês mais o quiserem. Tchau!
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